segunda-feira, 15 de outubro de 2018


                                                    o triste fim de um soberbo
"Deus resiste aos soberbos contudo dá graça aos humildes" (Tiago 4.4)

              Heráclito de Éfeso foi um importante filósofo que viveu entre  os anos 535 a 475 a.C. Natural de Éfeso, era chamado de "o filósofo do fogo", pois de acordo com ele, tudo derivava do fogo. Sendo um proeminente filósofo do período pré-socrático, chegou a ser chamado também de "o pai da dialética".
            Entretanto, mesmo com sua importância na cadeira filosófica, como um grande mestre da cultura helenista, era conhecido também pela sua arrogância e pelo seu desprezo às outras pessoas. Sua única diversão era jogar com crianças, o que com o passar dos anos foi também se tornando impossível, devido ao seu temperamento arrogante e zombador.      
            Heráclito era um homem de gênio difícil, que não gostava de ser contrariado, e desprezava aqueles que ousavam debater com ele. Ele os ridicularizava. Se achava o portador da razão e da verdade. No entanto, com o passar do tempo foi se isolando cada vez mais das pessoas, pois nunca encontrava alguém digno de compartilhar de sua sabedoria. Passou então a viver nas montanhas e a se alimentar somente de plantas.
            De lá só retornou quando foi acometido de uma doença conhecida como hidropisia (acúmulo exagerado de líquidos no corpo). Buscando tratamento, e não alcançando êxito, zombou dos médicos, e por fim foi procurar um curandeiro, que o aconselhou a se enterrar até o pescoço num buraco coberto por estrume de vaca, pois segundo ele o calor produzido absorveria os líquidos.  Seus cães não mais o reconhecendo depois de um longo período ali, o atacaram, causando sua morte.  Como já havia um longo período em que ali estava, não foi possível retirar seu corpo daquele buraco de estrume, que secou e aderiu ao seu corpo. Ali permaneceu sepultado. Este foi o triste fim de um homem orgulhoso, e zombador. Enterrado no estrume.
            De que lhe adiantou o orgulho, o desprezo pelas pessoas, a ironia quando era interrogado...? Essa história nos ensina que a arrogância dos homens nada representa diante da sabedoria de Deus, seu Poder e sua Soberania. Deus Resiste aos Soberbos e dá Graça aos Humildes.                                                                                                                                                          Reverendo Adeir Goulart.

           

domingo, 3 de maio de 2015

GADITAS: CRENTES CARA DE LEÃO - 1 CRÔNICAS 12.8-15

 
   Todos nós estamos inseridos num contexto de lutas, de guerra, de batalhas. Disso todos nós sabemos. As batalhas do dia a dia se tornam constantes. Essas batalhas se definem em vários momentos situacionais de nossas vidas: vida espiritua, família, finanças, saúde, entre outros.  Todos lutam suas próprias batalhas que se desenvolvem no mano a mano. Cada um deve confrontar seu problema no campo de batalha e combatê-lo.
   No entanto, muitos tem tombado no campo de batalha. Não têm resistido às pressões, ao cerco, às situações que desafiam até mesmo a nossa fé. Isso é evidente, principalmente quando encontramos pessoas desesperadas, angustiadas, derrotadas, e totalmente afastadas dos caminhos do Senhor. Ninguém vai lutar a minha batalha. Eu mesmo terei de confrontar meus medos, meus anseios, meus fantasmas, e vencê-los no campo de guerra.
   O Texto proposto para nossa meditação trata da história dos soldados Gaditas da tribo de Gade, que se tornaram a tropa de Elite do Rei Davi e se fortaleceram, se tornando agora, um grupo de soldados muito corajosos, que não davam as costas para a batalha.
   Esses homens se caracterizaram pela sua coragem, ao ponto de serem chamados de "Cara de Leão", expressão que era vista em seus rostos quando se preparavam para suas empreitadas militares. Não tinham medo de nada, por isso foram bem sucedidos em suas batalhas.
   Deus quer levantar uma geração de Gaditas ainda hoje. Homens que não dão as costas para a luta, homens que não fogem, homens que não se acovardam, homens que encaram seus problemas de frente. Você é um Gadita, ou você tem dado as costas para suas lutas e vivido uma vida medíocre e cheia de derrotas. Quais as características de um crente Gadita?
   1) CORAGEM  (ROSTO DE LEÃO - SE PARECEM COM O LEÃO) - V.8  - O Crente verdadeiro que está adestrado para a batalha, não tem medo de desafios. Vêm os problemas ele os encara de frente, e não foge.  Meus amados só nos pareceremos com o leão, se andarmos com o leão. O leão é Jesus. A Palavra Cristão foi usada pela primeira vez em Atos, para caracterizar os seguidores de Jesus, que muito se pareciam com ele. Cristão significa uma cópia reduzida de Cristo, um pequeno Cristo. Leão significa força, coragem, dominação, imponência, poder, força. O Leão da tribo de Judá, pode fazer de você um Gadita, uma pessoa corajosa que não tem medo dos problemas. Tenha cara de Leão, se pareça com ele, ande com ele, e encare seus problemas de frente.
  2) RAPIDEZ (LIGEIROS COMO GAZELA SOBRE OS MONTES) - V.8 - O crente verdadeiro não pode perder tempo. Precisamos estar preparados e agirmos com rapidez diante de alguns perigos eminentes. Isso significa que durante as investidas de satanás, do mundo ou de diversas situações não podemos perder tempo. O crente Gadita não permite que o inimigo se articule, e produza grandes estragos em sua vida, pelo contrário, ele reage rapidamente, sua defesa é o ataque. O Leão da tribo de Judá pode fazer de você um Gadita, uma pessoa rápida na tomada de decisões e nas lutas do dia a dia.
   3) VALOROSOS (CADA UM TINHA O SEU VALOR  - O MENOR DELES VALIA POR CEM E O MAIOR VALIA POR MIL ) - V.8 - Cada soldado tem o seu valor. Até o mais fraco deles. Cada um recebe de Deus a capacidade exata para guerrear e vencer suas batalhas. Ninguém no exército do Leão da tribo de Judá é desprezado. Todos devem lutar. Talvez você se acha incapaz, fraco, impotente, mas  Jesus pode te fazer valer por 100, quem sabe por 1000. Ele pode te capacitar. Deus não reconhece o seu valor, ele coloca em você algum valor. Deus te capacita, Jesus te treina para a Batalha.
Todos nós enfrentamos lutas e sempre será assim, mas a palavra do Leão da Tribo de Judá para você nessa noite é essa: Coragem Gadita, se levante, encare os problemas de frente, seja parecido com o Leão, tenha a cara dele, seja rápido, e saiba que Jesus, o Leão da Tribo de Judá pode mudar sua sorte e passar com você nessa batalha. Seja em Cristo, mais que vencedor, em nome de Jesus. Que Deus te abençoe ricamente. 

domingo, 28 de dezembro de 2014

POR QUE ELE VEIO (ISAÍAS 9.1-7)

Há exatamente três dias atrás todos nós estávamos reunidos em nossos banquetes, com nossas famílias, parentes, amigos e irmãos em Cristo celebrando mais um natal.
Sei que o natal já passou, e as festas deram na verdade uma pequena pausa para nos prepararmos para um ano que está prestes a iniciar. Talvez você esteja se perguntando, o porque de um texto e de uma mensagem sobre o nascimento de Jesus após o natal. No entanto, entendo que a mensagem de natal sempre será uma mensagem evangelística, uma mensagem de salvação, pois o foco do natal cristão é o nascimento de Cristo, o nosso Salvador, e essa é a melhor manchete que se veicula há anos.
 O texto base de nossa mensagem trata de uma profecia messiânica, que apresenta Jesus em sua dupla natureza: Humana e Divina. O versículo 6 mais precisamente elucida de uma forma muito clara essa verdade: "Um menino nos nasceu" - somente um homem de carne e osso pode nascer, o que enfatiza aqui a natureza humana do filho do homem. Mas o mesmo versículo apresenta a natureza divina do Salvador: "Um Filho se nos deu" - um filho foi dado à humanidade, ao mundo, e de acordo com João 3.16, esse filho é o Filho de Deus. Um menino (homem nos nasceu); um filho (Filho de Deus - Deus filho) se nos deu.
Jesus é apresentado aqui 100% como homem e 100% como Deus, naturezas estas, indivisíveis, inseparáveis, e que não interferem em nada uma na outra. O Filho de Deus desce e encarna se tornando também o Filho do Homem. Todas essas características nos arremete à uma outra verdade tão importante como essa última: ELE VEIO COM UMA MISSÃO. Mas a grande pergunta que surge no coração de todo aquele que precisa crer é a seguinte: POR QUE ELE VEIO?
Esse texto profético responde à essa indagação de forma tríplice:

 1) ELE VEIO NOS TRANSPORTAR DAS TREVAS PARA A LUZ (1-2)
 Isaías menciona com muita propriedade que um dos propósitos da vinda do salvador é nos remover do império das trevas. 1 Pedro 2.9 consta o seguinte: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz"
João 8:12: "Falando novamente ao povo, disse Jesus: “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”
Todo aquele que não tem Jesus está vivendo em trevas. E Jesus veio nos transportar para a luz. As trevas representam o mal, a morte, o vazio, a desesperança, a lacuna obscura da alma, a perdição eterna.
Convido você nessa noite a caminhar na luz, deixar o mundo das trevas, e mudar de vida radicalmente, enquanto ainda é tempo. Jesus nos chama para a luz. A primeira coisa que Deus criou foi a luz (Gênesis 1.3). Deus é Deus de luz e não de trevas.

 2) ELE VEIO QUEBRAR O JUGO DO OPRESSOR (3-5)
 Todos os povos estavam sob o jugo do opressor. Podemos entender o jugo da opressão aqui sob três aspectos:
a) Jugo do Pecado: João 8.34: "Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado." Éramos escravos do pecado. Servíamos à nossa própria natureza corrupta e decaída, mas Cristo nos libertou da opressão do pecado (João 8.32)
b) Jugo da Lei: A lei de Deus não era contra nós, mas a sentença, nossa conta negativa pelo não cumprimento das ordenanças dessas leis sim, e é o que Paulo chama de "nota promissória", "escrito de dívida" (cheirographon), como castigo por não termos conseguido cumprir com as ordenanças. O jugo da lei estava sobre nos e nos trouxe condenação pelo ultraje que cometemos á lei de Deus, suportávamos o peso dessa lei pelo seu não cumprimento. No entanto em Colossensses 2.14 e 15 encontramos o seguinte: "e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz;  e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz."
c) Jugo do Inimigo: Satanás também tem oprimido vidas sob seu jugo maligno, aprisionando-as. Ele tem sido o senhor de muitas almas, e tem também dominado mentes, de sorte que seus agentes na terra são muitos, mesmo que de forma inconsciente. Em Lucas capítulo 11, Jesus curou um homem mudo que carregava esse mal por causa de forças malignas. Jesus expulsou o demônio dele, e ele passou a falar. Quando Jesus foi acusado de operar esse e outros sinais pelo poder de belzebu, Jesus se defende dizendo que satanás não escraviza para depois ele mesmo libertar. Assim como Cristo libertou esse e muitos outros possessos de espíritos malignos, Jesus também o faz ainda hoje. Jesus liberta o homem do jugo de satanás. Não importa qual seja a influência, ele pode quebrar o cetro do opressor, a vara que fere, e desfazer todo e qualquer domínio que possa existir sobre sua vida. Enfim, seja qual for o jugo, Jesus pode quebrar, aliviar, remover completamente e te dar um fardo mais leve. Tome o jugo de Jesus, e seja livre, sirva somente a ele.

 3) ELE VEIO PARA ESTABELECER SEU REINO ETERNO (6-7)
 Finalmente, Jesus veio instalar seu reino sobre a terra. Interessante que o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores nasce numa manjedoura, numa família humilde, se esvazia de sua glória e a si mesmo se humilhe tornando-se em semelhança de  homem, contudo sem pecado, sendo obediente até a morte e morte de Cruz.
Qualquer cético resumiria isso tudo com uma única palavra: Fracasso. Mas ele ressuscitou, subiu ao céu e assentou à destra de Deus, e aguarda o momento certo, em que exaltado, retornará a terra não como na primeira vinda, mas agora cheio de glória e majestade, e reinará eternamente, sobre tudo e sobre todos.
Seu reino já está instalado na terra. Está em progressão, e se consumará na sua segunda vinda. Até lá, já somos súditos, servos, e co herdeiros do verbo de Deus, mesmo aqui nesta terra, e desde já experimentamos o seu reino de paz.
Se você não sente paz no seu coração, é possível que você não conhece o príncipe da paz. Somente ele pode nos promover a paz que excede todo entendimento. Filipenses 4.6: e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Cristo veio para reinar, para que seu governo aumente sobre tudo e sobre todos, pois o governo está sobre seus ombros.
Cristo veio à esta terra para entregar sua vida, para que nós pudéssemos ter vida e vida em abundância. Ele se fez feio e desprezível para que pudéssemos ser refeitos à imagem e semelhança do pai; Ele foi desamparado, para que pudéssemos ser reconciliados com o pai; Ele foi ferido para que pudéssemos ser curados do pecado; Ele foi condenado para que pudéssemos ser justificados. Entregue sua vida a Ele, enquanto ainda há tempo. Ele está voltando para consumar seu reino. Que você faça parte desse reino. Em nome de Jesus. Amém. 

Rev. Adeir Goulart da Cruz

terça-feira, 29 de abril de 2014

IMPEDIDOS DE VEREM A JESUS - LUCAS 24.13-35

                
               Alguma vez na sua vida você já perdeu sua fé? Já passou algum momento angustiante na sua trajetória que fez com que você duvidasse, ou se esquecesse da Palavra de Deus? Alguma vez você já se sentiu triste, desanimado, sem motivação alguma, com vontade de voltar à sua antiga vida, e quem sabe deixar de lado o evangelho de Jesus?
                Era exatamente esse o sentimento desses dois discípulos de Jesus, após a crucificação e morte de Jesus. O contexto era preocupante. Jesus acabara de ser morto pelos principais sacerdotes, e pelos romanos, sob a acusação de ser um impostor, um desordeiro, e alguém que iria derribar o templo dos Judeus. Foi acusado de ser inimigo de Roma, entre outras acusações mais.
                Isso culminou na prisão, julgamento, condenação e execução do filho de Deus. Portanto nesse tempo de repressão Judaico-Romana, quaisquer atos ou manifestações cristãs poderiam gerar outras execuções. Todos estavam com medo pois assistiram a crucificação do Salvador. Notamos isso quando Judas se suicida, Pedro nega a Jesus três vezes, e os demais discípulos e amigos íntimos de Jesus se dispersaram. Nessa dispersão após três dias, dois dos discípulos de Jesus totalmente desanimados, com todos os acontecimentos pretendiam deixar Jerusalém e migrar para uma aldeia chamada Emaús, cerca de 60 estádios (12 km de Jerusalém). É nesse contexto que se encontram com o Messias, o Cristo ressurreto, mas não o reconheceram, não conseguiram ver que esse homem misterioso e desconhecido que aparece durante esse percurso, era na verdade o próprio Jesus em carne e osso.
                 Há muitas  pessoas hoje que não conseguem ver a Jesus, o Cristo ressurreto, porque seus olhos estão cegos, ou impedidos de vê-lo em todos os momentos de suas vidas. Por que nós, como aconteceu com esses dois homens, não enxergamos a Jesus? O que nos impede de vê-lo, e de saber que ele está conosco? Que tipos de escamas podem nos cegar?
                1) AS ESCAMAS DO DESESPERO (19-24). Judas se matou porque estava desesperado. Os discípulos se dispersaram por que suas esperanças morreram com Jesus.
                2) AS ESCAMAS DO MEDO (19,20). Pedro negou a Jesus por medo. Os demais discípulos se distanciaram de tudo porque estavam com medo de alguma represália, e de serem capturados como subversivos pela polícia de Roma.
                3) AS ESCAMAS DA DECEPÇÃO (21). Uma grande dúvida paira no ar. "Pensávamos que ele iria redimir a Israel, porém já está morto e até agora nada aconteceu". Esses como muitos outros discípulos estavam decepcionados.
                4) AS ESCAMAS IGNORÂNCIA QUANTO À PALAVRA DE DEUS (25-27). Jesus os chama de Néscios e tardos de coração, pois ignoraram as Escrituras não somente nas palavras que o Próprio Jesus proferiu a respeito de sua morte, mas também quanto as profecias messiânicas que narram a chegada, o sofrimento, a crucificação, a morte, e a ressurreição de Jesus. Se esqueceram, ou ignoraram o que já sabiam.
                Seu desespero, sua desesperança pode te cegar e impedir de ver a Jesus; Seu medo pode fazer você fugir para lugares distantes, onde Deus não te quer. A decepção pode destruir seus sonhos e te tirar dos propósitos de Deus. A ignorância (descaso, esquecimento) da Palavra do Senhor, podem minar sua fé e destruir sua alma. Creia em Jesus, ele está perto de você.       

sábado, 8 de março de 2014

FELIZ MESMO QUANDO OS FUNDAMENTOS DA VIDA SÃO DESTRUÍDOS (Jó 1.13-2.13) e (Salmos 11.3)

     
      É possível sermos felizes em meio a tantas adversidades? O profeta Habacuque em sua oração no capítulo 3.18 afirma que sua alegria não está condicionada às circunstâncias. No entanto, muitos perdem a alegria, a paz, o consolo, a esperança, a fé e se tornam pessoas excessivamente tristes, de mal com a vida, angustiadas e por fim, despedaçadas. Ninguém está livre de adversidades, porém as adversidades não podem sequestrar nossa felicidade. 
Jó foi um homem que muito sofreu, pois viveu um inferno na sua vida. Tudo o que ele poderia chamar de uma vida confortável, estável, caiu como um castelo de cartas. Tinha muitos bens, uma família abençoada, uma saúde de ferro e estava cercado de amigos. Tinha tudo para ser feliz. Até o dia em que a adversidade bate à sua porta e traz consigo os verdugos das tragédias. 
Tudo parecia estar bem, até que desgraça após desgraça, tristeza após tristeza permeiam a vida desse pobre homem. Os fundamentos da vida terrena deste homem foram totalmente destruídos. O que poderia fazer Jó diante de tantas calamidades?
Você é feliz mesmo quando os fundamentos da vida são destruídos? Você é fiel mesmo quando tudo está aparentemente perdido? Jó teve os fundamentos de sua vida, os pilares de sua existência totalmente quebrados com as desgraças que lhe sobrevieram. Contudo sua esperança não estava nesses fundamentos. Podemos ser felizes mesmo tendo os fundamentos de nossa vida abalados. Quero citar quatro desses fundamentos, que mesmo destruídos não podem roubar nossa fé, nem nossa confiança no Senhor:
1º FUNDAMENTO: BENS/FINANÇAS (13-17)
Diz o ditado que notícia ruim chega rápido. Somente num dia Jó recebeu muitas notícias ruins: a) Os Sabeus assaltaram suas terras levando os bois, as jumentas e matando os servos; b) Fogo do céu caiu e queimou as ovelhas e os servos; c) Os Caldeus levaram os camelos e mataram os servos. 
A fé, a vida e a felicidade de Jó não estava em seu conforto financeiro, nem no seu trabalho, nem em sua conta bancária, mas estava no Senhor. Há muitas pessoas que não sabem o que fazer quando os fundamentos econômicos são destruídos. Se desesperam, blasfemam contra Deus, se desviam, e cometem muitas loucuras. A vida de um homem não consiste em seus bens nem em sua riqueza. A acusação de satanás sobre a fidelidade oportunista de Jó era falsa (Cap. 1:8-12), e ele provou isso ao passar pela escassez financeira. Muitos projetam sua felicidade nos seus recursos financeiros, isto é, no dinheiro, pois dizem: Sou rico, os negócios estão dando certo, nossa empresa está lucrando muito, tenho uma vida confortável.
Se o seu fundamento financeiro se extinguir, você conserva sua fé, esperança e alegria no Senhor? Ou você desiste? Talvez eu e você consigamos atravessar as ruínas desse primeiro fundamento. Mas a destruição do próximo fundamento, quem pode suportar?
2º FUNDAMENTO: FAMÍLIA (18-19)
Jó teve a infelicidade de sepultar dez filhos, num só dia. A ordem natural da vida é que os filhos sepultem os pais, e não os pais sepultarem os filhos. Mas por diversas razões que não conseguimos explicar essa ordem nem sempre é seguida. 
Sua felicidade, fé e confiança no Senhor é simplesmente porque você tem uma família bonita, unida, abençoada, um lar harmonioso??? E se a eventualidade, a tragédia, a morte de um ente querido te visitar? Qual seria a sua reação? Jó enfrentou não somente a crise financeira, mas enfrentou a crise familiar, ao ponto de ouvir da própria esposa, mais adiante, uma sugestão de eutanásia. "amaldiçoa a Deus e morre" (2.9)
Além de sepultar dez filhos, Jó ainda teve que conviver com uma esposa desesperançosa, deprimida, angustiada, ferida pelas circunstâncias cruéis da vida. Uma crise familiar. Muitos projetam sua felicidade na sua família, pois dizem: tenho um marido exemplar, uma esposa abençoada, e filhos dignos. Tenho um lar abençoado. Se os fundamentos de seu lar, forem abalados, o que você faria? Quem pode suportar?
3º FUNDAMENTO: SAÚDE (7-8)
Além de suportar a escassez financeira, devido a perda de todos os seus bens, e recursos, Jó também enfrentou a morte de dez filhos de uma só vez, fato que instalou uma crise conjugal entre eles, Jó tem agora o terceiro fundamento de sua vida totalmente abalado. A SAÚDE. Sem entender o por que esse homem agora é acometido de uma enfermidade tal, que lhe privou de muitas coisas, entre elas uma das principais: a dignidade.
Quando vem a doença, principalmente as que são difíceis de se curar, reconhecemos de verdade se nossa esperança está em Deus. Enfrentar falência financeira, luto na família e agora enfermidades, tudo de forma sequencial não é fácil. 
A enfermidade muitas vezes consome recursos que não temos, e na maioria dos casos ela se instala em nossas vidas quando esses recursos são escassos. Muitos hoje projetam sua felicidade em si mesmos, pois dizem: tenho uma saúde de ferro, nunca fui ao médico, me sinto um verdadeiro touro, forte, imponente, e realizado. Mas quando a enfermidade bate a porta: o que fazer? Quando o terceiro fundamento chamado saúde é destruído o que podemos fazer?
4º FUNDAMENTO: RELACIONAMENTOS (11, 12, 13, 15, 18, 20, 22, 25) 
Gente precisa de gente. Somos seres essencialmente relacionais. Precisamos de pessoas. Porém nossos relacionamentos não podem nos trazer felicidade ou realização pessoal. O Quarto fundamento da vida de Jó também foi abalado. Os relacionamentos. Não quero aqui duvidar da sinceridade da amizade de Elifaz, Bildade e Zofar, porque eles ficaram com Jó até o fim de seu sofrimento.
Porém foram duros em suas palavras. Há situações em que devemos ficar calados. Quando nos precipitamos falamos demais, e ferimos as pessoas. esses três amigos de Jó o acusaram diversas vezes de que Jó tivesse transgredido contra Deus e todo seu sofrimento era um castigo.
Isso abalou com certeza o relacionamento, pois no final Deus manda os três se retratarem. Os relacionamentos não garantem felicidade, pois as pessoas nos decepcionam, e nós decepcionamos as pessoas. 
Temos de orar muito para que Deus nos ajude a escolher melhor os verdadeiros amigos, mas até os maiores e melhores amigos nos ferem, ao passo que nós também os ferimos. Há pessoas que projetam sua felicidade nos relacionamentos, pois dizem: estou cercado de amigos, minha casa está sempre cheia, tenho companhia sempre, nunca estou sozinho, mas quando um amigo se comporta como inimigo, o que fazer? Quando o quarto fundamento que são os relacionamentos é destruído o que podemos fazer?
Os verdugos do sofrimento cotidiano nos atingem cruelmente, sem piedade e sem trégua. Os quatro fundamentos da vida de Jó foram destruídos: Finanças, Família, Saúde e Relacionamentos. Porém quero citar um quinto fundamento, que sustentou esse homem de Deus até o fim: Jesus. 
Jó, no ápice do sofrimento, sem dinheiro, sem seus amados filhos, sem saúde, e sem o consolo de seus amigos, responde à pergunta do Salmista Davi no Salmo 11 verso 3: "Ora, destruídos os fundamentos, o que poderá fazer o justo?" da seguinte forma no capítulo 19 verso 25 e 25: "Porque eu sei que o meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus".
Ainda que os quatro fundamentos da nossa existência sejam destruídos, tenhamos a certeza, de que Jesus vive, e por fim se levantará sobre a terra. Jó cria na ressurreição de Jesus e na redenção do homem, mesmo antes de Jesus encarnar, pois sua felicidade e esperança estavam Nele.
Concluindo, eu quero apenas recitar uma frase bíblica recitada por Paulo que constitui uma ordem do Senhor, e essa ordem deve ser obedecida em toda e qualquer circunstância: "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo: Alegrai-vos. (Filipenses 4.4). Deus te abençoe ricamente. 

Reverendo Adeir Goulart da Cruz.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

       
EVIDÊNCIAS DE ALGUÉM QUE AINDA NÃO CONHECE A JESUS (LUCAS 22.39-65) 


 Vivemos na era da informação. Temos acesso a todas as ferramentas da informação. Livros, revistas, jornais, televisão, rádio, internet, outdoor, entre outras. Isso nos possibilita termos informações de praticamente todos os assuntos à nossa volta. Porém em certos aspectos, como no cristianismo, acúmulo de informações não significa conhecimento propriamente dito. Eu vou explicar. Muitas pessoas que se dizem cristãs, frequentadoras de igrejas ou não, têm todas as informações necessárias sobre Jesus Cristo, O Filho de Deus e nosso Salvador, mas não o conhecem de fato.
   Frequentam igrejas, algumas são essencialmente religiosas, e apresentam um estereótipo de piedade, e vou mais além, algumas até são realmente piedosas, porém não conhecem Jesus na sua essência, de experimentar, de seguir, de viver. Jó após sofrer terríveis calamidades dessa vida algoz, chega a conclusão que todas as informações a respeito de Deus não passava de mera teoria, apesar de ser um homem íntegro, temente a Deus e que se desviava do mal. Ele fala sobre o conhecimento de Deus no capítulo 42.1-6 e no versículo 5 ele confessa que saiu da teoria pois só conhecia a Deus de ouvir falar mas agora seus olhos o contemplavam, pois ele provou o poder de Deus na sua vida. Jó se submete ao ensino do Senhor e passa a conhecê-lo.
  Na última semana de Jesus em Jerusalém, um povo que tinha todas as informações a respeito de Jesus, o Messias, mas não o conhecia, o aclamou como rei (Lucas 19.28-40), isso, no domingo. Porém, no fim dessa semana, esse mesmo povo reunido numa espécie de júri popular, respondeu a pergunta de Pilatos sobre qual seria o destino de Jesus dizendo: "Crucifica!" (Lucas 23.13-25). O mesmo povo que o aclamou pediu também sua condenação.
  Percebemos que acúmulo de informações não significa necessariamente conhecimento, assim como inteligência nem sempre redunda em sabedoria. Mas eu queria que você atentasse agora para um grupo de seguidores de Jesus (seus discípulos), que também evidenciaram em suas atitudes de uma forma clara e perceptível não conhecerem de fato e de verdade quem é Jesus.
   Pouco antes de ser capturado no Getsêmani pela guarda romana, Jesus se retira para esse local com o intuito de orar, provavelmente se preparando psicologicamente, emocionalmente, fisicamente, e espiritualmente para o que estava por acontecer. A partir de então, detectamos algumas atitudes que evidenciam que não somente os discípulos mas muitos hoje também, afirmam conhecer a Jesus mas não o conhecem. Vejamos quais são essas atitudes:
  1) QUEM NÃO CONHECE A JESUS, O ABANDONA EM TEMPOS DE ANGÚSTIA (LC. 22.39-46)
   Notem meus queridos, que lá no Getsêmani, os discípulos estavam entristecidos, e dormiam de tristeza. Pode ser que foram acometidos por uma tristeza indizível, o que poderíamos até inferir que estavam depressivos naquele momento, buscando refúgio no sono. Mas se eles sabiam que as notícias não eram tão agradáveis pois o mestre os advertiu, deveriam ter olhado para o que o próprio Jesus estava por enfrentar. Mas eles o deixaram sozinho numa hora de angústia. Jesus sabia que dali a poucas horas a guarda romana o levaria algemado para a condenação, e ele bem conhecia o tipo de morte que enfrentaria. Jesus sentiu falta da companhia de seus amigos. Eles o deixaram. Foram tomados de uma terrível depressão, que os levou a dormir (Lc. 22.45), ao invés de fazerem companhia para Jesus em oração.
   Aqueles que conhecem a Jesus de experimentar, e não somente de ouvir, não o abandonam jamais, porém vão até o fim. Jesus mesmo já sabia que isso ia acontecer. Mateus 8.20: "Respondeu-lhe Jesus: as raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça." O Apóstolo Paulo também se sentiu abandonado pelos seus amigos (2 Timóteo 4.16). Quem realmente conhece a Jesus persevera até o fim, e não o abandonam. 
    Muitos afirmam conhecê-lo, mas quando estão cercados por muitas circunstâncias difíceis, o desejo é, na verdade de salvar sua própria pele, como aconteceu com os discípulos após a prisão de Jesus. Quem quer seguir a Jesus sem aprender com ele, mais cedo ou mais tarde irá abandoná-lo. Não abandone a Jesus, meu querido. Fique perto dele, e ouça a sua voz: "orai para que não entreis em tentação." (v. 40).
    2) QUEM NÃO CONHECE A JESUS SE PRECIPITA EM SUAS ATITUDES (LC. 22.47-53)
    Notem que nesse bloco de versículos, Jesus estava já sendo capturado, e a partir de então ele seria ainda mais humilhado pelos homens e posteriormente condenado. Jesus alertava seus discípulos e no verso 47 ele falava ainda com eles quando foram cercados pela guarda romana. No meio desse alvoroço Pedro sacou de sua espada (v.50; João 18.10) e na tentativa de iniciar talvez um grupo de resistência à ditadura romana, cortou a orelha de um soldado chamado Malco (v. 50; João 18.10).
    Sem sombra de dúvidas foi uma atitude muito precipitada, pois não era o plano de Jesus causar uma rebelião, nem tampouco resistir a essa prisão, uma vez que ele mesmo afirmou que se quisesse receberia o livramento de doze legiões de anjos, bastava ele clamar ao Pai (Mateus 26.53 e 54). Isso prova meus queridos que muitos que querem seguir a Jesus sem conhecê-lo realmente vivem uma vida regada de atitudes precipitadas, muitas vezes impulsionados pela euforia do momento, talvez pelo desespero, ou mesmo na tentativa de ajudar.
    Quem conhece a Jesus, não somente experimenta sua vontade mas também a concretização dos planos de Deus na sua vida, e não tomará nenhuma atitude precipitada, mas aguardará as diretrizes do Mestre. Jesus frustra os desígnios de todos os que queriam se tornar subversivos e tomar o reino pelo intermédio de espadas e derramamento de sangue. Jesus ensina seus discípulos que seu reino é autenticado pelo seu próprio sangue derramado na cruz do calvário. Quando conhecemos Jesus de verdade experimentamos sua vontade e não tomamos atitudes precipitadas.
    3) QUEM NÃO CONHECE A JESUS O NEGA EM MOMENTOS DE PRESSÃO (LC. 22.54-62)
   Parece ser essa uma atitude alarmante, mas infelizmente é a atitude mais comum que ladrilham a caminhada de muitos cristãos. Eu e você conhecemos cristãos nominais, talvez até com uma forte empolgação a seguir a Jesus, mas quando o obstáculos surgem, infelizmente negam a Jesus para salvarem sua própria pele. Também identificamos facilmente cristãos nominais que estão atrás de Jesus apenas interessado nas bênçãos que pode oferecer, mas sem atentar para a linda, gloriosa, brilhante, mas pedregosa carreira cristã. 
    E quando são colocadas num labirinto sem saída, a única forma que encontram para escaparem das retaliações da vida, é negarem a Jesus. Os discípulos juntamente com Pedro negaram a Jesus. Digo que todos o negaram porque ninguém ficou perto. Todos se espalharam com medo de serem também condenados. Mas Pedro evidencia essa negação ao declarar três vezes que não conhecia a Jesus. Na verdade ele realmente não o conhecia no sentido de entender os planos proféticos de Deus, e idealizar um Jesus que nunca existiu. O Jesus revolucionário (v. 49). Nós negamos a Jesus cada vez que cedemos às pressões e isso mostra um desconhecimento relacional, isto é vivemos um cristianismo de teoria, e não de prática. 
    Após ser restaurado por Jesus (João 21.15-19), logo após a ressurreição, Pedro se tornou um dos mais proeminentes apóstolos de Cristo Jesus, a ponto de morrer também crucificado de cabeça para baixo, como conta a tradição, assumindo sua identidade, revelando agora uma nova visão de quem é o Filho de Deus. 
   Cada vez que pecamos contra Deus agimos como se não conhecêssemos a Jesus. Cada vez que demonstramos que não conhecemos a Jesus, nós o negamos em muitos episódios de nossa vida. Quem conhece a Jesus, assume não somente sua identidade como cristão, mas também o ônus de todas as desventuras que nos sobrevém muitas vezes apenas por servirmos ao Senhor.
    4) QUEM NÃO CONHECE A JESUS ZOMBA DE SUA PESSOA E OBRA (LC. 22.63-65).
  Poderiamos estabelecer um perfil psicológico, e comportamental de muitos personagens inseridos no enredo da crucificação. Judas traiu a Jesus, os demais discípulos o deixaram sozinho, Pedro se precipitou e o negou, os soldados escarneceram dele, etc.
    Esse escárnio se evidencia, nas atitudes de vendar os olhos de Jesus, e mandar que ele descubra quem o espancou. Estavam "brincando" com a onisciência de Jesus. Eles bem tinham ouvido que Jesus era o Messias, o Mestre, O Filho de Deus, O Rei dos reis, O Senhor dos Senhores e Profeta de Deus. Mas nenhuma dessas informações os levaram a conhecerem a Jesus. Continuaram de corações duros, brincaram a valer com coisa séria.
    Percebo hoje muitos cristãos nominais zombando de Jesus, brincando com coisa séria. O próprio Pedro, se envolveu nas zombarias, uma vez que se infiltrou na roda dos escarnecedores que estavam aguardando o desfecho dessa história (v. 54-60). Na realidade Pedro não deveria estar entre eles. Há muitos cristãos nominais hoje assentado na roda dos escarnecedores participando de brincadeiras, piadas e ofensas às coisas de Deus, brincam com a Palavra, contam até anedotas irônicas que afrontam os atributos de Deus. 
   Os soldados assim o fizeram porque não conheciam a Jesus a pesar de terem todas as informações a respeito dele. Mas preferiram a escura e escorregadia estrada da zombaria. As Escrituras nos advertem quanto à zombaria contra Deus: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará." (Gálatas 6.7). Quem zomba de Jesus não o conhece.
   Concluindo, quero salientar mais uma vez, que acúmulo de informações não significa necessariamente conhecimento. Conhecimento para mim é aplicação do que aprendemos. Não podemos acumular informações a respeito de Jesus e vivermos uma vida medíocre. Isso não é conhecer a Jesus. Conhecer é experimentar, viver, servir, se entregar por inteiro, e provar do cumprimento da vontade do Senhor que é boa, perfeita e agradável. "Corramos e prossigamos em conhecer o Senhor". (Oséias 6.3). Deus te abençoe, em nome de Jesus. 

Reverendo Adeir Goulart da Cruz.

domingo, 14 de julho de 2013

A TRIADE DA GRAÇA – II TIMÓTEO 1.7


     Em todos os seguimentos de nossas vidas, necessitamos do auxílio do Alto. Ninguém é autônomo em sua própria existência. Somos dependentes de Deus até mesmo para respirarmos. E quando nos faltam forças, e nossos pés começam a resvalar, Deus Onipotente vem em nosso socorro.
      O apóstolo Paulo em sua segunda carta escreve ao seu jovem e amigo pastor na cidade de Éfeso, Timóteo na intenção de auxiliá-lo no ministério tendo em vista que o tempo da morte de Paulo já se aproximava como ele mesmo sentia. Os desafios eram muitos, e mesmo aprisionado, Paulo encorajava seu amigo a não desistir e não se acovardar diante das perseguições e dificuldades que surgiriam em sua vida como pastor nessa cidade extremamente pagã.
   Creio eu que os desafios enfrentados por Timóteo em Éfeso eram não somente no ministério, mas em todas as áreas da carreira humana, e Timóteo deveria enfrentá-los como hoje nós também o devemos. Porém sem o revestimento da graça de Deus, não poderemos vencer nenhum desafio, seja ele espiritual, ministerial ou material. Para isso é importante destacarmos que não devemos recuar diante dos problemas. Deus não nos deu espírito de covardia. É evidente que muitos hoje se acovardam seja em face as perseguições ou em face ao desânimo. Essa palavra encorajadora vem de encontro às necessidades pastorais de hoje, e eu como pastor as possuo de forma acentuada, mas também à todo cristão que não pode se acovardar mediante os desafios diversos.
      Deus reveste o crente de uma graça insondável que se divide em vários braços. E o Pastor Timóteo foi alvo dessa graça maravilhosa, o que lhe proporcionou êxito em sua  jornada. Hoje nós também devemos nos despir de toda covardia, medo, inércia ou retrocesso, e nos revestirmos da graça maravilhosa de Deus que é aplicada segundo o texto que lemos de forma tríplice:
     1) PODER – Capacitação do alto. Esse poder com toda certeza não é o poder do braço humano, mas o poder que vem de Deus. Deus quer nos revestir de poder e autoridade, aos ministros para suportarem o jugo do ministério, à igreja para resistir às provações. Com certeza, aqueles que se acovardam perdem suas forças. Deus nos conclama a nos revestirmos do seu Poder e da sua Força (Efésios 6.10). Revista-se do poder do Onipotente, não se acovarde. Enfrente seus desafios de frente, com coragem e creia no poder de Deus.
     2) AMOR – O amor dá equilíbrio ao poder. Toda autoridade exercida sem piedade, sem amor, sem humildade se torna tirania. O que Paulo apresentava a Timóteo era que o amor é o vínculo da perfeição (Colossenses 3.14). Sem amor, fracassamos em nossa missão (1 Coríntios 13), mas Deus deseja nos revestir desse amor que se torna a rota para uma vida perfeita e aceitável aos olhos de Deus. É o amor a Deus e às pessoas que contrabalanceia nosso orgulho. Quem se acovarda, não sente amor, mas sim, medo. Paulo recomendava a Timóteo que exercesse seu ministério não com covardia mas com poder e amor e assim ele seria bem sucedido na igreja que pastoreava. Isso implica, que poder e amor não podem ser desvinculados um do outro. O amor de Deus precisa estar presente em todas as nuances de nossa existência.
     3) MODERAÇÃO – A moderação nos dá idéia de equilíbrio, sobriedade, saúde mental, sabedoria na condução de algo. Paulo dizia a Timóteo: “Meu amigo e irmão, seja equilibrado em suas decisões, em seu comportamento, em seu falar.” Que todos o conheçam como um crente moderado (Filipenses 4.5). Precisamos buscar do alto o equilibrio seja no ministério, ou seja no dia a dia. Poder sem amor e sem moderação se torna ditadura, e talvez a pior de todas. A ditadura espiritual. Ela é refletida de forma muito negativa, quando somos dominados pela falta de amor e pela arrogância e falta de equilíbrio como crentes, o que ocasiona a perda do poder de Deus.
     Que Deus afaste de nós toda covardia que muitas vezes norteia e direciona nossas atitudes, mas que possamos ser impactados pelo Poder de Deus, que opera em nós (Efésios 3.20), que o amor de Deus que é a estrada da perfeição possa anular o nosso ego humano, e em nome de Jesus, que sejamos moderados, equilibrados, sóbrios, conscientes de que estamos agindo na direção do Espírito de Deus.

Reverendo Adeir Goulart da Cruz

domingo, 7 de julho de 2013

TRÊS DESCUIDOS FATAIS (2 CRÔNICAS 26.1-23)


O que determina se somos fracassados ou mais que vencedores? Com certeza não são nossas conquistas pessoais, nossas façanhas, nossos empreendimentos bem sucedidos, enfim nosso bem-estar pessoal aqui nessa terra, e sim nosso coração depositado aos pés do Senhor, nossa submissão a Ele e sobretudo atitude de obediência.
Judá enfrentava nos tempos do rei Uzias um período de tensão devido as constantes invasões, e as constantes transições monárquicas prejudicavam a consolidação do reino. Após a morte de Amazias, Uzias, seu filho ocupa o trono em seu lugar e reina num período próspero de 52 anos em Jerusalém.
As façanhas e as invenções de Uzias trouxeram 52 anos de paz, segurança e prosperidade à nação. Edificou a Elate (rota marítima) de Salomão e Josafá; Derrotou os filisteus ao quebrar seus muros (Gate); Edificou cidades no território de Asdode e entre os Filisteus; Venceu os Arábios; Ficou famoso pelas suas realizações ao ponto de receber presentes; Edificou torres em Jerusalém, e as fortificou; Edificou torres no deserto; Cavou cisternas; Fortaleceu a agricultura e a pecuária; Fortaleceu o exército construindo novas armas e máquinas a frente de seu tempo;  Enfim, foi um ótimo administrador e estrategista. Porém cometeu três falhas fatais em seu governo, que alavancaram seu fracasso e sua morte.
Uzias descuidou-se da vida espiritual da nação. Ele permitia que o povo queimasse incenso a outros deuses e não removeu o paganismo religioso em Judá.  (2 Reis 15.4) Foi fraco no que tange a vida espiritual da nação. Quando nos esquecemos o principal estamos fadados ao fracasso, inevitavelmente, se não mudarmos. O principal é estarmos prostrados aos pés do Senhor. O fracasso de Uzias se deu quando esse se descuida da vida espiritual da nação, embora não se esquecesse de outras áreas, porém, a principal não pode ser menosprezada. Quais os erros fatais que não podemos cometer como servos de Deus?
          1)  ORGULHO (CORAÇÃO EXALTADO) – (16). Em momento algum encontramos Uzias cultuando a Deus como forma de gratidão por suas conquistas. Mas devido a suas façanhas se tornou mui forte e poderoso e muito orgulhoso, e começou a pecar contra o Senhor. Não podemos nos orgulhar nem do que somos nem do que temos. Pois se conquistamos algo devemos atribuí-lo ao Senhor e não a nós mesmos.
 2) FAZER O QUE NÃO COMPETE A NÓS (USURPAÇÃO) – (16-18). Devido ao seu coração exaltado e tomado pelo orgulho, Uzias se esqueceu de que não lhe competia administrar as coisas sagradas do santuário, e sim aos sacerdotes, da linhagem de Arão. Isso implica que devemos respeitar nossos limites e não tocar nas coisas sagradas indevidamente, com mãos sujas e principalmente fazer algo que o Senhor não nos ordenou. Uzias achou que poderia ocupar esse ofício já que ele se dava bem em todas as coisas até aí. Ele desprezou a liderança espiritual da nação, sendo que deveria baixar decretos para purificar a nação da idolatria e não o fez.
 3) NÃO ACEITAR A REPREENSÃO (REBELDIA) – (19). Uzias teve a chance naquele momento de se arrepender e pedir perdão, o que não fez, preferindo arcar com os prejuízos de sua rebeldia. Ele se indignou, brigou, relutou contra a repreensão dos sacerdotes, tentando persuadi-los a deixá-lo queimar incenso no santuário, provavelmente afirmando que quem mandava ali era ele, ele era o rei e ele tinha autoridade. De fato como diz as Escrituras, Deus resiste aos soberbos, mas da graça aos humildes. Mas penso que os soberbos em sua rebeldia e quem estão mais resistindo a Deus e Deus por sua vez se opõe a eles. Uzias foi cortado do trono ainda jovem. Poderia ter reinado ainda mais. Mas escolheu o caminho da rebeldia e se tornou leproso, dando o trono para Jotão, seu filho. A morte de uzias chega a causar intensa preocupação aos moradores de Judá nos tempos do Profeta Isaías (Isaías 6.) Mas Deus é quem estava governando com controle absoluto e não o rei Uzias.
Nossas conquistas pessoais não são necessariamente prova de uma vida aprovada por Deus. Podemos realizar muitas façanhas como o fez o rei Uzias mas se o coração estiver afastado do altar do Senhor, e se formos tomados de orgulho, tudo pode vir a desmoronar, e nossa lepra espiritual pode ser exposta. Que em nome de Jesus possamos sempre colocar O Senhor em primeiro lugar em nossas vidas e assim termos uma vida bem sucedida, longa e dentro dos propósitos do Altissimo.


Reverendo Adeir Goulart da Cruz

sexta-feira, 7 de junho de 2013

APRENDENDO NA ESCOLA DO DESERTO (ÊXODO 33.1-23)


A vida cristã é uma caminhada difícil que muito se assemelha ao deserto. O deserto, na verdade, é algo necessário, inevitável porém, transitório. É no deserto que somos acometidos pelo calor, mais Deus envia sua nuvem; no deserto somos envolvidos pelo frio e pela escuridão, mais a coluna de fogo nos aquece e nos ilumina; no deserto sentimos fome e sede, mais recebemos o maná de Deus que sacia a nossa fome e a água da rocha que supre a nossa sede; no deserto estamos cercados de cobras e escorpiões, mais a mão do Senhor nos ampara e nos preserva de todo mal. O deserto é indispensável para o tratamento do nosso caráter cristão. No deserto aprendemos a andar com Deus e a confiar nele. Entre o Egito (mundo) e Canaã (Céu), temos de  atravessar o deserto (lutas, tentações e provações), o deserto é um local de tratamento de caráter. O povo de Deus venceu os egípcios. Saiu da escuridão, da opressão, da morte iminente. O desafio agora era outro: o deserto.
Moisés é usado por Deus que com forte braço libertou o seu povo. A caminhada não seria fácil, porém Deus estava presente em cada centímetro dessa caminhada. No deserto que atravessamos, Deus está conosco.  Moisés aprendeu lições valiosas na sua caminhada com o povo de Israel no deserto. A ligação que Moisés tinha com Deus e a forma com que Deus tratava com Moisés é algo impressionante. Moisés buscou o Senhor com sinceridade, paixão e entrega total. Ele ansiava por Deus. 
Precisamos buscar a presença de Deus nesse deserto. Aprender com Deus como Moisés aprendeu. O deserto é uma escola onde nos ensina:
         1) Intimidade com Deus (v. 9-11): Moisés tinha uma comunhão, intimidade, enfim, uma forte ligação com Deus. Deus também tinha intimidade com Moisés ao ponto de tratá-lo com um amigo. Salmos 25.14 nos diz que a intimidade do Senhor é para com os que o temem,  e a estes Deus os fará experimentar a sua aliança.
Sem intimidade com Deus, não suportaremos os desertos da vida. Em todas as tendas de Israel, Moisés não encontrou amigos como seu Deus. Seja íntimo de Deus. Converse com Ele, admita suas fraquezas, desabafe, chore, busque seus conselhos, Ele é o amigo fiel.
        2) Dependência de Deus (v. 12- 16): Moisés tinha convicção de que não poderia seguir viagem ou tomar qualquer outra decisão importante como líder se Deus não estivesse com ele, isto é, aprovando suas decisões. Em João 15.5, Jesus, a videira verdadeira, traz um princípio que se aplica não somente à frutificação dos servos, mas às nossas realizações e qualquer decisão que formos tomar, “sem mim, nada podeis fazer”.
Moisés entendeu isso e sabia que não poderia arredar o pé daquele acampamento sem ter a certeza de que Deus era com ele. Dependa de Deus meu amado, não faça nada sem ele não aprovar.
         3) Anseio pela glória de Deus (v. 17-23): Moisés tinha intimidade com Deus, aprendeu a depender de Deus, mas o maior sonho dele era contemplar a glória de Deus, ver a Deus face à face. Porem, Deus na sua infinita misericórdia permite que Moisés o veja “pelas costas”, isto é, por traz da fenda de uma rocha, quando resplendor e o brilho da presença do Senhor se dissipavam. Creio que nesse plano terrestre e nessa natureza corrupta, não suportaríamos a glória de Deus. Mas na nova Jerusalém, veremos a Deus face a face.Eu estava meditando sobre isso e comecei a clamar: “Senhor, mostra-me a tua glória!” nem que seja pelas costas.
        O anseio pela presença de Deus e o desejo de contemplar a sua glória, deve ser o alvo de todo cristão. Aprenda na escola do deserto que Deus está contigo. O deserto é um local de aprendizagem e não um local permanente. A duração desse curso intensivo depende de cada um!    
                                                                                                                           
  Reverendo Adeir Goulart da Cruz


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Entra na Arca com sua Família (Gênesis 7.1-24)


   A família foi, é e sempre será um glorioso projeto de Deus. Mesmo com todos os ataques do adversário e as investidas desse mundo depravado e em progressiva convulsão social, a família prevalecerá.
Desde o início, Deus planejou a família ideal que vivesse em total santidade. Mas isso não aconteceu. O pecado entra na vida do homem e a sentença é pronunciada: a morte (Rm. 6.23). a maldade e a corrupção do homem se ploriferou sobre a terra, e o juízo de Deus foi anunciado (Gn 6.1-7). Deus resolve “limpar” a terra, exterminando os iníquos. 
Porém ele encontra um homem fiel: Noé (Gn 6.8-9) e olha para sua família com graça e misericórdia. Essa família era provavelmente um modelo para aquela geração contaminada.
Para salvar esta família, Deus projeta uma arca e manda que Noé construa e coloque nela sua família junta com alguns animais. Somente nesta arca haveria salvação da grande destruição. Deus de forma graciosa e amorosa, dá uma ordem a Noé e sua família que precisa ser obedecida ainda hoje por nós e por nossas famílias “... entra na arca, tu e toda a tua casa...” (Gn 7.1)
Nesta história extraímos três lições sobre a graça e o amor de Deus pelas famílias:
1.     Deus tem um plano salvífico para a família: notem que a idéia da arca partiu de Deus, e não de Noé (Gn 6.14-16). O projeto da arca foi iniciativa de Deus e não de Noé. Deus tem um plano de salvação para nossas famílias e sua graciosa ordem é essa: “entra na arca com sua família”. Arca significa salvação,graça, cuidado, preservação. Sua família está a salvo? Sua família está dentro da arca? Esse barco que nos referimos hoje é Jesus. Entra na arca já!
2.     A porta vai ser fechada: segundo algumas suposições, Noé levou cem anos para construir a arca (Gn 6.32; 7.36). O que mais importa é que durante a construção, ele anunciou o juízo de Deus, que por sua vez, não foi ouvido. Muitas famílias, aliás, toda aquela geração, pereceu condenada pelas águas do dilúvio (I Pe 3. 18 –22).
Todas aquelas famílias desperdiçaram suas vidas e a chance de se salvarem. A porta foi fechada pelo próprio Deus. Não perca tempo, a porta vai se fechar. Entra na arca já!
 3.  Fora da arca só há morte: não havia nenhum lugar seguro na terra para se esconder. Todas as famílias que se negaram a entrar na arca, pereceram. Somente quem estava na arca, estava salvo. Fora da arca, fora de Jesus, só existe morte. Morte em todos os sentidos. (Jo 3.18-19).
Infelizmente, muitas  famílias hoje estão rejeitando a oferta de salvação e se não entrarem na arca, sofrerão gradativa destruição, culminando em morte. Deus nos dá a opção: vida ou morte? Benção ou maldição? Jesus ou o mundo? Mas a ordem amorosa de Deus é essa: Entra na arca já! A destruição se aproxima. Venha para Jesus, você e sua família.
Deus não sente prazer na morte do ímpio, mas deseja que este se arrependa (Ez 18.23). Deus ama sua família, tanto que enviou Jesus, seu próprio filho para salva-la. É necessário, porém que você e sua família entrem na arca. Essa arca é Jesus. Não perca tempo, traga sua família à Jesus e salve enquanto há tempo.Deus te abençoe. 
                                                                                                  Reverendo Adeir Goulart da Cruz  

domingo, 24 de março de 2013

O TRIPÉ DA RESTAURAÇÃO SALMO 126


      Nossa vida é uma verdadeira maratona. Vencemos algumas milhas, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. No percurso dessa longa jornada, encontramos muitos e muitos obstáculos que precisam ser transpostos com ânimo e confiança no poder do altíssimo.
      Encontramos também no meio desse trajeto doloroso, inimigos dos nossos sonhos, inimigos da nossa felicidade, opositores às nossas realizações pessoais. E travamos uma luta  ferrenha contra esses inimigos que muitas vezes nos deixam esgotados, desanimados, feridos e tristes. E os estragos podem ser terríveis.
    Nessa trajetória somos muitas vezes assaltados, feridos e massacrados pelas circunstâncias da vida que tentam nos afligir de todas as maneiras. Precisamos de restauração. Restauração do ânimo, dos projetos pessoais, da motivação, da fé, e de todos os elementos necessários para que caminhemos com alegria à carreira que nos está proposta. Somente nosso Deus pode nos restaurar por completo.
      O povo de Deus após os 70 anos no cativeiro babilônico vivia o sonho da tão sonhada liberdade. Pareciam que estavam sonhando. Deus atendeu ao clamor do remanescente fiel, e devolveu seu povo à sua terra natal. 
      Esse povo precisava de uma restauração familiar, uma restauração moral, uma restauração física, uma restauração emocional e psíquica, uma restauração religiosa, enfim, uma restauração de todos os seus sonhos. Agora podiam voltar para Jerusalém, porém esse processo, o de restauração e reconstrução do que antes fora destruído duraria ainda muitos e muitos anos. O povo viveu essa restauração no passado, presente e futuro.
o povo deveria ter na mente o seguinte tripé, que sustentaria o sucesso tão pretendido por todos, e esse tripé é o que consumaria a restauração de suas vidas:
      1) LEMBRAR O QUE DEUS JA FEZ EM NOSSO PASSADO (v. 1-3). 
      Após os 70 anos de prisão, Deus finalmente abre as portas da liberdade para esse povo, permitindo que retornem para Jerusalém para reconstruírem o que foi destruído. É por isso que o Salmista diz "Quando o Senhor Restaurou...". O povo se lembra desse sonho maravilhoso que foi realizado.
      Se você quer experimentar o novo de Deus na sua vida, e Sua visitação restauradora, em primeiro lugar, reconheça o que Deus já fez por você até aqui. Deus já lhe deu tantas vitórias, e se você ainda quer conquistar outras, admita que só chegou até aqui porque Deus te livrou, e sustentou e te abençoou.
   Nenhum ingrato alcaça a plenitude das suas realizações mas fica estagnado, murmurando sobre os problemas da vida, se esquecendo que há pessoas no mundo enfrentando problemas piores e mais severos do que os seus, e nunca reconhecem o que Deus já fez. Lembre-se meu amado, o que Deus já fez por você no passado, e creia que ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos conforme o seu poder que opera em nós (Efésios 3.20). Se Deus fez tudo por você no seu passado imagine o que ele ainda está por fazer
      2) CLAMAR PARA QUE DEUS VENHA INTERVIR EM NOSSO PRESENTE (v.4).
     O Salmista reconhecendo o que Deus fez pelo povo de Deus no passado agora confia que Deus pode também fazer alto tremendo no presente. Ele diz: "Restaura Senhor, a nossa sorte como as torrentes do Neguebe." O Neguebe era um rio que em tempos de seca  ficava bem vazio, mas nos tempos de cheia ele vinha com toda a sua força trazendo fertilidade às áreas secas. 
    Deus pode fazer hoje, seu deserto florescer novamente. Deus pode intervir no seu presente. embora você esteja atravessando os desertos da vida, o Neguebe de Deus vai passar trazendo vida, fertilidade, fartura, alívio, e tudo o que você necessita para sua vida. Nesse processo de restauração de vida e de sonhos, devemos agradecer a Deus pelo que Ele já fez, mas também precisamos clamar para que Ele faça algo hoje, enfim que ele intervenha nos nossos problemas trazendo restauração também hoje. Deus pode enviar seu rio e trazer alívio para sua sequidão. Clame a Ele hoje para que Ele te restaure também hoje.
      3) CRER QUE DEUS NOS FARÁ PROSPERAR NO FUTURO (v. 5,6)
  Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente. Ontem porque nos abençoou tremendamente restaurando nossa vida, fazendo um milagre maravilhoso e inexplicável. Hoje, porque ele intervém no hoje porque nós não temos condições de resolvermos certos conflitos que vivemos, mas Ele é Deus e tudo pode fazer. Amanhã porque Ele é que projeta um novo futuro e faz com que o trabalho árduo de nossas mãos frutifiquem com júbilo.
    Deus pode projetar seu futuro, e te fazer prosperar em todas as áreas de sua vida. Ele pode converter o choro em riso, o pranto em alegria, o luto em festa, e fazer com que você prospere colhendo bons frutos, se você os semeou assim. Creia num amanhã melhor. Creia que Dias melhores virão. Deus está trabalhando durante todo sua jornada, e Ele foi quem a escreveu, e portanto, o desfecho é a vitória. Deus tem um amanhã melhor para você, agradeça a ele, clame e creia que Ele pode te dar uma vitória indizível. Aleluia!
      Passado, presente e futuro: gradidão, clamor e fé. São elementos que não podem faltar m nosso processo de restauração. Seja grato a Deus por tudo o que Ele fez em seu passado; Clame a Deus para que Ele intervenha no seu presente; Creia que o Deus que tudo pode fazer, fará prosperar o seu caminho, desde que você semeie a semente correta. Deixe Deus restaurar a sua vida.
Reverendo Adeir Goulart da Cruz.

segunda-feira, 18 de março de 2013

UNÇÃO PARA MUDAR – ISAÍAS 61.1-3


  Todos nós necessitamos de mudanças. É impossível caminharmos sem elas. É impossível vivermos o cristianismo bíblico sem seguir os passos da redenção. Quando falamos de mudanças, nos reportamos a todas as áreas de nossas vidas, mudanças que devem ocorrer de dentro para fora.
Na realidade somos traspassados quase que o tempo todo pelas flechas circunstanciais e no meio do campo de batalha muitas vezes tombamos esgotados, derrotados, oprimidos, tristes, sem direcionamento para nossos problemas, sem saber o que fazer. 
    Há momentos que parece que tudo está acabado. Não há saída. Não há possibilidade de mudanças. Nesse momento devemos reconhecer que de fato não temos poder para alterarmos o curso de nossas vidas. Não temos o poder sozinhos de reverter o quadro de derrota em vitória. Realmente, nós não temos esse poder mas o Altíssimo e Poderoso Deus possui todo o poder e está disposto a derramá-lo sobre nós, em toda sua plenitude. Sem esse revestimento do alto é impossível vencermos as lutas diárias. Somos sempre derrotados se lutarmos fora da dependência do Espírito Santo de Deus.
    O povo de Israel por diversos motivos precisava dessa Palavra de consolo vinda da parte de Deus. Eles haviam perdido a esperança. Muitos problemas como, por exemplo, pecados de idolatria, violência, desamor, infidelidade a Deus e isso tudo gerou como conseqüência a reprovação de Deus, escassez, invasões, muitas privações e diversos outros fatores que alavancaram a derrota e o período de cinzas, pranto e espírito angustiado.
   Sozinhos, jamais conseguiriam mudar de vida. Sozinhos eles jamais conseguiriam se reerguer. Sozinhos eles jamais alcançariam a vitória. O povo de Deus precisava das boas novas de salvação, e essa mensagem veio para oferecer-lhes a unção profética para alcançarem a vitória. Essa unção que estava sobre o profeta Isaías, e messianicamente sobre o Senhor Jesus, pode também ser derramada sobre sua vida, não importa a situação em que estejamos inseridos. Deus quer derramar sua unção que capacitadora para vencermos os infortúnios e trocarmos:
    1) CINZAS PELA COROA (v. 3a) – Cinzas significam algo que foi queimado, destruído, deteriorado por alguma razão. A situação de Israel era com toda certeza essa. Haviam abandonado o Senhor e por isso enfrentaram seu momento de cinzas e de derrota. Coroa significa glória, honra, vitória, algo que traz alegria, paz, algo que nos coloca numa posição de destaque, algo que exalta o ser humano. De fato todas as pessoas que eram coroadas publicamente eram homenageadas por alguma razão.
    A oferta que Deus faz ao seu povo é essa: trocar a derrota pela vitória. Cinzas pela coroa. O que Deus deseja fazer conosco com toda certeza é isso: trocar nossa derrota pela vitória, nos honrar no meio de nossas lutas. A Palavra do Senhor nos assegura em Romanos 8.37 que em Cristo somos mais que vencedores, pois ele removeu as cinzas a derrota, pela honra e pela vitória. Troque as cinzas da derrota pela Coroa da Vitória. (2 Tm. 4.8).
    2) PRANTO PELO ÓLEO DE ALEGRIA (v. 3b) – Eu e você, meu amado sabemos o que significa pranto. A Bíblia está repleta de expressões que retratam o coração triste, amargurado do homem.  As Escrituras nos afirmam em Neemias 8.10 que a alegria do Senhor é a nossa força. 
    Deus quer remover nosso pranto. O pranto gerado pelos problemas insolúveis. O choro causado pela tristeza que enfrentamos em todos os momentos de nossas vidas. Ele quer fazer essa bendita troca. De fato a promessa do Senhor é que Ele enxugará dos olhos toda lágrima (Apocalipse 21.4).
    Deixa Deus trocar seu pranto pela alegria, seu choro por júbilo. Ele quer sua felicidade, deixa essa unção transformadora penetrar no seu interior, e você será uma bênção nas mãos de Deus. Salmo 30.5 o salmista diz que podemos chorar uma noite inteira, mas pela manha o Senhor nos alegra. Aleluia. Troque seu pranto pela alegria do Senhor.
    3) ESPÍRITO ANGUSTIADO PELAS VESTES DE LOUVOR (v. 3c) – Coração deprimido é considerado pela maioria dos especialistas como o mal do século. A depressão pode bater a nossa porta. Ela pode trazer choro, dor, estagnação, murmuração, e muitos outros sintomas que retratam na realidade o desespero e a dor de alguém. Provérbios 17:22  diz: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.” 
   Deus pode colocar seu louvor em nossos lábios mesmo quando nós enfrentamos dificuldades e muito mais quando superá-las. Não podemos aceitar as vestes da angústia.    Mas devemos trocá-las pelas vestes de louvor. O profeta Habacuque mesmo sabendo o que estava por vir sobre todo o povo, mesmo recebendo de Deus a Palavra profética do juízo, declarou com suas próprias palavras em forma de oração: eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha Salvação (Hc. 3.18). Quando nos revestimos de vestes de louvor reconhecemos o poder de Deus que tudo pode mudar. 
    Deus não deseja que sejamos quais árvores secas, podres, envelhecidas e infrutíferas, mas sim que sejamos Carvalhos de Justiça plantados, firmados, fundamentados pelo Próprio Deus. 
    Um carvalho se difere das outras árvores porque demora muitos anos pra crescer. Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, mais forte e adulto se torna. Suas Raízes naturalmente se aprofundam na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo, ou derrubá-lo. As tempestades para ele não representam ameaça, apenas desafios. Os Geólogos usam o carvalho como um medidor de nível de tempestades ocorridos em florestas. Basta olhar a aparência do carvalho para eles saberem. Pois ele muda sua aparência, como se tivesse feito muita força, ele absorve os temporais e tempestades chegando até ficar disforme. Numa Grande Tempestade muitas árvores são arrancadas, mas o carvalho permanece firme. As tempestades não têm poder sobre ele.
    Receba a unção de Deus para trocar cinzas pela coroa, pranto por óleo de alegria, espírito angustiado por vestes de louvor, e viva como um carvalho de Justiça firme e inabalável.

Reverendo Adeir Goulart da Cruz