domingo, 22 de julho de 2012

Três Passos para a Restauração (Apocalipse 2.1-7)


        Todas as sete igrjas da Ásia, hoje já não existem. Só há ruínas em toda parte. João, quando no exílio na ilha de Patmos, recebeu essa visão do Senhor Jesus, sobre as coisas que deveriam acontecer à igreja cristã primitiva, fundada pelos Apóstolos. Essas revelações foram registradas em forma de cartas e enviadas às sete igrejas espalhadas pela Ásia menor.
      Qualquer leitor crítico se perguntaria: Por que João foi aprisionado nessa masmorra, numa ilha de segurança máxima, pelo resto de seus dias? Poderíamos formular a resposta da seguinte forma: 1) A propagação da mentira gnóstica de que Jesus não tinha corpo e por isso ele não morreu de fato e nem ressuscitou; 2) O dualismo da essência humana: o espírito é bom e a matéria é má, portanto se meu corpo é matéria, então é mau, logo posso fazer o que quiser do meu corpo, pois somente o espírito presta; 3) O edonismo que arrancava das pessoas todo senso de moral e respeito. A libertinagem disfarçada de livre arbítrio; 4) A negação à figura do imperador Domiciano, que se apresentava como uma divindade, encarcerando, condenando e matando quem não o adorasse.
          João pastoreou a igreja cristã em Éfeso até metade do primeiro século da era cristã, cuidou da mãe de Jesus, que segundo a tradição foi sepultada também em Éfeso. Pelos motivos acima apresentados, foi capturado por ordem de Domiciano, negou as doutrinas gnósticas, negou adorar ao imperador, foi jogado num caldeirão de azeite fervendo, escapou milagrosamente e foi lançado no cárcere numa prisão de segurança máxima na ilha de Patmos. Ao final de sua vida é libertado por Nerva, sucessor de Domiciano e retorna para Éfeso, para redoutrinar os cristãos.
          Quando ainda no cárcere, escreve suas visões em forma de carta, endereça às sete igrejas entre elas a igreja em questão, a de Éfeso.
Éfeso havia se tornado a capital do paganismo antigo, ao ponto de ser batizado como o berço da grande Deusa Diana dos efésios. Os crentes estavam abandonando os ensinos do Senhor Jesus, de um lado forçados a se curvarem, mas por outro lado estavam se amoldando as paixões infames deste mundo. O pensamento gnóstico os seduziu.
          Uma mistura de doutrina e heresias se fundiram na mente e no coração dos crentes efésios. Perderam o referencial, perderam a identidade, sucumbiram ao prazer, ao pecado, mas uma grande parte desses crentes ainda buscavam permanecer na presença do Senhor. Porém de forma mecânica e sem a verdadeira motivação: o amor à Jesus.
         Jesus manda que João escreva sete cartas aos sete anjos, isto é, aos sete pastores dessas sete igrejas, e uma delas foi a igreja em Éfeso. Algo precisava ser feito. Jesus não estava se agradando de suas obras. O cerimonialismo, a religião vazia, o ativismo mecânico tomou conta desses crentes. Estavam frios, sem amor à Jesus, embora pareça que gostassem da igreja. Jesus não se impressiona com a quantidade de atividades uma igreja pode realizar, não se impressiona com a firmeza doutrinária que um crente pode demonstrar, nem tampouco com a firmeza de uma pessoa em face às perseguições. Nada sem amor vale a pena. Eles perderam o verdadeiro amor. Se acostumaram com a igreja, pararam de depender de Deus de orar, enfim de amar o Senhor Jesus, o verdadeiro Senhor da Igreja. Precisavam voltar ao primeiro amor, e encontrar o elo perdido entre o homem e Deus. Esse elo é Jesus. Perderam Jesus, o elo de Deus que o liga aos pecadores.
         A Palavra de Deus nos ensina como recuperar o elo perdido, e sermos restaurados:
        1) LEMBRA-TE DE ONDE CAÍSTE (V5)
        Quando foi a última vez que você orou ao Senhor?
        Quando foi a última vez que você leu a Bíblia?
        Quando foi que você parou de orar?
        Quando foi que você parou de ler a Bíblia?
        Quando você cometeu aquele pecado que destruiu sua relação com o pai?
        Quando foi que você disse aquela palavra pesada que te trouxe conseqüências?
        Quando foi que você perdeu o referencial?
      Quando foi? Você precisa lembrar. Peça ao Senhor nesta noite que te faça lembrar, que te traga á memória, para que você tenha como reparar esse erro.
        Deus quer restaurar sua vida, mas você precisa lembrar onde, como e quando você caiu.
       2) ARREPENDE-TE (V5)
       Sem arrependimento não há perdão.
       Sem arrependimento não há conserto.
       Sem arrependimento não há mudanças.
       Sem arrependimento andamos em trevas e praticamos o mal constantemente.
      Arrepende-te enquanto ainda há tempo, para que sejam cancelados os vossos pecados.
      A bênção do Senhor não habita onde o pecado é perpetuado.
      A derrota bate em nossa porta quando nos acostumamos com o pecado.
      3) VOLTA À PRÁTICA DAS PRIMEIRAS OBRAS (V5)
      Volte a ser uma benção nas mãos do Senhor.
      Volte a ser uma pessoa agradável, alegre, animada.
      Volte a ser uma pessoa simpática, ganhadora de almas, abençoadora.
      Volte a ser um bom esposo, uma boa esposa, um bom pai, uma boa mãe, um bom filho, uma boa filha.
      Volte a ser um crente fiel à Jesus, à Palavra, e à Igreja.
      Volte a ser um crente fervoroso de oração, e que busque a Deus intensamente.
      Volte a ser mais que vencedor em Cristo Jesus.
      Volte a ter o mesmo fervor e amor de quando você se converteu.
      Volte enquanto há tempo.
   Muitos não conseguiram lembrar de seus pecados não confessados, muitos não conseguiram se arrepender mas amavam o pecado, e muitos não conseguiram mais ser como quando se converteram, mas se perderam para sempre, no inferno eterno.
    Quero orar por você nesta noite e dizer que ainda há tempo, de ser restaurado e encontrar o elo perdido. Lembre, arrependa e volte para a presença de Jesus.
Reverendo Adeir Goulart da Cruz

domingo, 10 de junho de 2012

IMITANDO A PESSOA CERTA. 1 Coríntios 11.1


          “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.”
        Vivemos numa época em que os valores estão se perdendo. Os valores da família, os valores morais, e até mesmo os valores religiosos. Há uma evidente degradação geral da sociedade, como um todo. Mas por que? Podemos responder essa pergunta partindo do pressuposto de que o ser humano sempre se amolda ao ambiente à sua volta. O homem se adapta ao meio. O homem infelizmente copia muita coisa a sua volta, e se adapta negativa ou positivamente à vida da forma que ele acredita lhe parecer melhor.
       As pessoas infelizmente estão hoje copiando o que se passa no mundo a fora. Percebemos isso no modo de falar, de vestir, de se alimentar, enfim de viver. Muita coisa aparece como novidade e isso transforma o comportamento das pessoas.
       Um famoso filósofo economista do seguimento socialista chamado Karl Marx disse certa vez que o homem é um produto do meio. Isso implica que o homem é amoldado de acordo com o contexto em que vive, sendo o resultado existencial de todos os acontecimentos que experimenta à sua volta.
       Não podemos porém generalizar, pois no tocante aos ímpios, sim, são de fato resultado do contexto em que vivem, porém, no caso do crente, não podemos lhe aplicar essa premissa. O crente não é um produto do meio porque ele não deve se amoldar ao mundo à sua volta. O paradigma do cristão é Jesus. O modelo do Cristão é Jesus. A principal escola do cristão é Jesus. É com ele que aprendemos a viver, a agir, a reagir, enfim, ele é nosso modelo de vida.
       O Apóstolo Paulo, ao escrever essa carta aos crentes de Corinto, ele o faz por vários motivos, entre eles, a propagação do ensino herético no meio da igreja, como por exemplo, a idéia maniqueísta que pregava a dualidade das forças, ou seja, a existência do bem e do mal, atacando a matéria, que segundo os maniqueístas é essencialmente má sendo somente o espírito benéfico para o ser. Paulo refuta essa idéia no capítulo 6 vs. 12 a 20, endossando a importância do corpo material como templo do Espirito Santo. Os Crentes de Corinto estavam se curvando às paixões infames e se amoldando ao estilo de vida depravado da cidade cosmopolita de Corinto.
     Na primeira e na segunda carta que Paulo escreve aos crentes, ele fala sobre vários assuntos relacionados ao comportamento dessa complexa comunidade. Ele fala de sobre unidade, família, pureza, briga entre irmãos, dons espirituais, sensualidade na igreja, pecados admitidos e não tratados, entre outros.
Porém há um assunto que percebemos estar implicita e explicitamente arraigado nessas duas cartas, que ele já havia tratado com os irmãos da comunidade romana no texto de Romanos 12.1 e 2: a necessidade da igreja não se amoldar ao mundo. Para isso ele se utiliza de uma expressão que todos nós, desde a mais tenra idade sabemos perfeitamente: "imitar". 
       Quem você tem imitado utimamente? Há muitos cristãos que infelizmente estão se amoldando ao mundo, e consequentemente, imitando tudo o que se vê no mundo. Perderam o referencial cristão. Aliás a propria palavra "cristão" significa "pequeno Cristo", isto é, uma cópia idêntica de Jesus, alguém que se parece com ele, alguém que o imita em todos os aspectos. Paulo com certeza clama aos crentes de Corinto incentivando-os a imitá-lo por que ele imitava a Jesus. Paulo não está dizendo: vistam-se como eu me visto, falem como eu falo, comam como eu como, sejam idênticos a mim, mas ele estava dizendo a essa comunidade para imitá-lo no tocante ao que ele estava fazendo, que era buscar a Jesus e se tornar cada vez mais parecido com ele. Ele estava dizendo: Imitem a Jesus, como eu estou imitando.
Você tem imitado Jesus? ou você tem imitado o mundo??? Devemos imitar Jesus em todas as áreas de nossas vidas, mas eu gostaria de destacar três áreas principais, que devemos buscar de Deus imitar, para que consigamos agradar a Deus.
       1) NA HUMILHAÇÃO (Fil. 2.5-11) - Jesus se humilhou diante de Deus e diante dos homens durante toda a sua vida aqui na terra. Aliás, para que ele fosse exaltado pelo Pai era necessário que ele se humilhasse até o fim.
      A teologia Calvinista divide os estados do Redentor em duas fases: Humilhação (esvaziamento, sofrimentos, morte, sepultamento, descida ao hades) e Exaltação (ressurreição, ascensão, o assentar-se à destra de Deus, o regresso físico de Jesus). Tudo isso, Jesus realizou de forma passiva, e ativa.
      A verdade é que, até mesmo o Deus filho resolveu se humilhar, e obederer até as utimas consequências. Nem todos os crentes querem se humilhar como Jesus. Humilhar é nos submetermos a alguém maior. Jesus para ser exaltado precisou se humilhar. Sem a humilhação Deus deixa de agir e de responder algumas orações que fazemos. 
      Crente precisa imitar a Jesus no tocante à humilhação. A Palavra do Senhor nos diz que Deus resiste aos soberbos, contudo dá graça aos humildes. (Tiago 4.6). Seja alvo do derramamento da graça de Deus em sua vida.
      2) NO TESTEMUNHO (Hebreus 7.26-28) - Cristo provou ao mundo sua perfeição e santidade através de seu testemunho como filho de Deus, sem mácula, sem pecado, resistindo todos os dias às pressões à sua volta, sabendo que uma grande nuvem de testemunhas o observava (Hebreus 12.1-3).
Cristo testemunhou sua santidade, missão, e Palavra de Deus, do início ao fim, mostrando que ele é Santo como Deus é santo. Imitar o exemplo de Cristo no testemunho é viver de acordo com a nossa única regra de fé e prática, a Palavra de Deus. Só conseguimos testemunhar se nossa vida for pautada pelas escrituras.    Tudo o que pregamos precisa estar em Harmonia com o que fazemos.
      Precisamos imitar o exemplo de Cristo no testemunho em todos os lugares e momentos onde estivermos. Seja na igreja, no trabalho, na escola, numa viagem, em casa, com os amigos, enfim onde estivermos, que falemos como Cristo, Pensemos como ele, e amemos como ele.
      3) NOS OBJETIVOS (Lucas 2.49; João 19.30) - Jesus aos 12 anos respondeu para seus pais na sinagoga após três dias desaparecido: "não sabiam que eu tratando dos assuntos de meu Pai?"; aos 33 anos na cruz ele brada: "está consumado!". - Jesus viveu uma vida com objetivos específicos. Seus objetivos principais eram: cumprir a vontade de Deus, se revelar ao homem como o Deus filho encarnado e redmir o homem de seus pecados e da perdição eterna. Durante toda sua trajetória, ele nao se desviou de seus objetivos nem por um minuto.
       Não podemos viver sem metas, sem alvos, sem objetivos. Não podemos deixar que nada neste mundo nos desvie de nosso foco.
       Precisamos viver com metas, sonhos, e alvos a atingir. Mas o maior deles é o reino de Deus. O maior de todos os nossos objetivos é cumprirmos a vontade de Deus custe o que custar. Viver sem metas é como vegetar. Viver sem objetivos é como se fingir que está vivo.
       Não viva sem metas. Persevere em seus objetivos, mas o maior de todos eles é agradar a Deus e entrar na nova Jerusalém celestial.
       Imitar os outros é fácil. Há pessoas imitando personagens de filmes, grandes celebridades da musica secular, tendências modernas da moda atual, e tudo o que o meio pode oferecer. A escolha é nossa. Podemos nos amoldar ao meio em que vivemos, ou podemos nos amoldar aos padrões de Cristo Jesus, nosso Único paradigma a ser seguido.
       Não seja um produto do meio, mas seja, em nome de Jesus, um verdadeiro imitador de Cristo como o Apóstolo Paulo o foi. Que Deus te abençoe em nome de Jesus.

Reverendo Adeir Goulart da Cruz.